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10 dicas para quem cuida de um idoso com Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita. É progressiva, não afeta a memória ou capacidade intelectual do indivíduo, não sendo fatal nem contagiosa. Apesar dos avanços científicos, ainda não existe cura para esta doença.

Dicas para os cuidadores

  1. Busque fazer acordos de modo a garantir certa independência tanto para o idoso, quanto para você;
  2. Ofereça atividades físicas diariamente, para melhorar a execução de seus movimentos durante outras tarefas;
  3. Utilize utensílios domésticos de plástico ou outro material que evite que o idoso se machuque ao utiliza-los;
  4. Adeque a casa organizando os objetos em locais de fácil acesso, retirando tapetes ou outros empecilhos, ajustando a altura da cama etc;
  5. Estimule o lazer e o convívio do idoso, para que ela participe de momentos alegres e mantenha-se mentalmente e socialmente ativo;
  6. Estimule a ajudar em tarefas que ainda é capaz de fazer, como por exemplo tirar o pó da casa, escolher sua vestimenta, separar feijão etc;
  7. Estimule a leitura em voz alta de livros ou notícias, além da realização de exercícios faciais, que auxiliam na recuperação dos movimentos de boca e sobrancelha;
  8. Ao orienta-lo, utilize ritmo e separe a atividade em etapas. Exemplo: “1- levante-se, 2- vamos caminhar, 3- vire à esquerda” e assim por diante;
  9. Um dos sintomas do Parkinson é o cansaço, portanto, se o idoso sentir necessidade, estimule-o a descansar alguns minutos ao londo do dia;
  10. Estimule a realização de atividades mentais que e exercitam a memória, como jogos e palavras cruzadas.

A influência do ambiente na Doença de Alzheimer

O ambiente exerce uma grande influência no comportamento, humor e até na capacidade cognitiva do indivíduo que possui Alzheimer. Portanto, é muito importante que os cuidadores atentem-se para criar um ambiente adequado e favorável para aquele quadro.

Organização

A organização do ambiente é fundamental para auxiliar no controle da confusão mental e de manifestações comportamentais como ansiedade e agitação e, portanto, o ambiente deve ser o mais acolhedor e tranquilo possível, com o mínimo de situações que possam ser interpretadas como ameaçadoras pelo idoso.

É importante que o local seja livre de ruídos e barulhos e seja bem iluminado, mas não de forma tão forte que chegue a incomodar a visão, sendo interessante existir um equilíbrio entre a luz natural e a artificial com o passar do dia. Dentro do possível é importante regular a temperatura do local e sempre permitir a entrada de ar fresco.

É crucial que o ambiente seja limpo e que os objetos e mobiliário estejam distribuídos de forma a não atrapalhar a passagem do idoso. Além disso, em casos mais avançados, quadros nas paredes e espelhos devem ser evitados, pois podem levar o idoso à maior confusão ou até alucinação. Evitar mudanças drásticas e repentinas nesse ambiente é mais um fator importante, pois o idoso pode estranhar e perder seu referencial. Outra estratégia bastante eficiente é etiquetar gavetas e armários, pois assim o idoso consegue ter mais autonomia e encontrar o que deseja.

Localização afetiva, de tempo e de espaço

Para indivíduos com Alzheimer, é muito importante que o ambiente ofereça referenciais que o auxiliem a se orientar no espaço e no tempo. Dessa forma, a primeira recomendação é que exista um calendário à vista do idoso em um local que ele esteja várias vezes por dia, e o ideal é que o calendário seja grande e bem visível. Além disso, sempre que possível, o cuidador ou familiar deve recordar em voz alta aquela data, estimulando que o idoso a repita. O mesmo vale para relógios, assim como é possível relembrar com frequência as estações do ano ao contemplar o clima do lado de fora.

Além disso, enfeitar o ambiente próximo às datas comemorativas pode auxiliar o idoso a se situar naquela época do ano (exemplos: carnaval, páscoa, natal etc).

É extremamente importante que o indivíduo interaja com o ambiente em que ele está inserido. Assim, outra estratégia que pode ser utilizada é a estimulação olfativa, ou seja, proporcionar naquele ambiente cheiros que possam integra-lo naquele espaço, como aroma de comida próximo ao horário das refeições, o aroma do café logo pela manhã, o aroma de flores, entre outros. O mesmo vale para o visual, sendo importante o ambiente conter objetos familiares ao idoso, assim como retratos de pessoas queridas; e para o auditivo, sendo importante tocar músicas agradáveis ao idoso em momentos de contemplação, escutar o som da chuva, o som da panela de pressão próximo ao almoço, entre outros.

Segurança

Em qualquer local, a segurança do idoso deve ser prioridade e, para isso, é necessário que o cuidador, de forma bastante sutil, sempre esteja atento ao idoso, e além disso algumas medidas básicas devem ser tomadas. São elas: retirar tapetes e outros objetos que possam contribuir para a queda; utilizar tapetes anti derrapantes no box; utilizar barras de segurança nos banheiros e em corredores muito longos; se houver escadas na casa, ela deve ser bem iluminada e com corrimão em ambos os lados; trancar portas que possam dar acesso à locais perigosos; deixar a chave do carro em local de difícil acesso; fazer com que o idoso sempre leve consigo um documento e anotação com telefone para emergências.

Os benefícios da pet terapia para idosos

A pet terapia é uma técnica cientificamente comprovada que trabalha através da utilização do contato entre seres humanos e animais, no qual  o animal é o co-terapeuta e auxilia na reabilitação física e mental do indivíduo. Por meio de trocas de carinho, divisão de espaço, estabelecimento de comunicação,  aceitação e respeito, esta terapia proporciona inúmeros benefícios físicos, emocionais e cognitivos.

Entre eles, podemos citar:

  • Alívio e distração de possíveis problemas e dores;
  • Redução de ansiedade e depressão;
  • Melhora do sistema imunológico;
  • Estímulo da capacidade sensorial;
  • Liberação de hormônios relacionados ao bem-estar;
  • Estímulo da interação social e redução da sensação de isolamento;
  • Facilitação da comunicação e expressão de sentimentos;
  • Através da interação, a mobilidade e capacidade física são trabalhadas;
  • Regulação da pressão arterial, com reações químicas positivas;
  • Resgate de memórias e relatos de vida.

Lembrando que esta terapia pode ser oferecida de forma individual ou em grupo, com periodicidade semanal ou quinzenal, e sempre utiliza-se um mediador entre os animais e os participantes. Além disso, não há contraindicações – basta o idoso sentir empatia pelos animais e não apresentar nenhum tipo de alergia.

O contato com a arte em idosos com demência

Cientistas apontam que as atividades cognitivas são excelentes para exercitar o cérebro e, consequentemente, evitar o declínio acelerado da memória ou o avanço de demências. Entre algumas que ajudam a desenvolver as funções cognitivas estão leitura, escrita, jogos e trabalhos manuais como o artesanato e a pintura.

Assim, está claro que o desenvolvimento de trabalhos artísticos, seja através do artesanato ou da arte terapia, traz inúmeros benefícios para os idosos que já possuem algum comprometimento cognitivo, como é o caso da doença de Alzheimer. Este tipo de atividade estimula a atenção, a concentração, a criatividade e o pensamento, além de oferecer um momento de convívio social e melhora da auto-estima. Alguns estudos clínicos também apontam que esta prática pode levar a uma diminuição da pressão sanguínea, redução dos níveis de estresse e aumento dos índices de serotonina, o hormônios da felicidade.

Este tipo de atividade também pode ser muito prazerosa e servir como um momento para expressão dos sentimentos do indivíduo, que através da arte pode expor situações, comunicar-se, relembrar momentos e sentir-se mais leve quando finalizar o trabalho. Durante a prática, os canais sensoriais também são ativados e isso pode ajudar no equilíbrio das emoções e pensamentos; e o melhor é que não existem efeitos colaterais negativos, podendo ser adaptado para todos os tipos de preferências e limitações.

Diversos materiais e técnicas podem ser utilizados como pintura com giz, lápis ou tinta, sementes, sons diversos, colagem, recortes, reciclagem, tecidos etc. A arte pode ser oferecida e incentivada a quaisquer pessoas, tenham ou não aptidões artísticas, pois esses são encorajados a se expressarem livremente e não a produzirem obras de valor estético.

Incontinência Urinária: causas e prevenção

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, seja quando o indivíduo faz algum esforço como tossir ou espirrar, ou seja quando a vontade de urinar é súbita e forte, não dando tempo de chegar até o banheiro. Pode acontecer com qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres a partir da quinta ou sexta década de vida.

Entre as principais causas podemos citar:

  • Comprometimento ou enfraquecimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;
  • Infecção urinária;
  • Distúrbios neurológicos como AVC, Doença de Parkinson, lesão da coluna vertebral, entre outros;
  • Doenças que comprimem a bexiga;
  • Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter;
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Em idosos, o uso de diuréticos, situações de demência e delírio e problemas de locomoção podem agravar significativamente este quadro.

Podemos mencionar algumas opções no que se diz respeito ao tratamento, como por exemplo:

  • Ir ao banheiro a cada duas horas
  • Exercícios fisioterápicos
  • Cirurgia em casos mais acentuados
  • Medicamentos

Lembre-se sempre de estar atento aos sinais e procure um médico. Se o distúrbio for tratado como deve, a qualidade de vida do indivíduo melhorará muito

A importância da estimulação cognitiva para os idosos

A estimulação cognitiva tem por objetivo trabalhar e estimular as funções cerebrais da pessoa, ou seja, sua capacidade de memorização, concentração, coordenação, atenção, resolução de problemas, entre outras, visando preservar ou melhorar tais funções.

Entre idosos saudáveis, os quais apresentam redução do número de células nervosas, assim como uma diminuição na velocidade de condução do estímulo nervoso, a estimulação cognitiva é muito importante para desacelerar este processo e manter o cérebro trabalhando da forma correta por toda a vida.

Entre idosos com algum tipo de demência, como a Doença de Alzheimer, a estimulação cognitiva frequente – associada à medicação adequada – é fundamental para retardar o avançar do quadro e amenizar seus sintomas. Além de melhorar as funções cerebrais, a confiança, autonomia, auto estima e controle do idoso também melhoram com a prática da estimulação.

Estas atividades devem ser realizadas de forma mais eficiente por um especialista, mas também podem ser conduzidas pelos familiares ou cuidadores, através de jogos diversos, leitura e escrita, quebra-cabeça, cálculos, utilização de calendário, recordação de histórias, entre muitos outros. Lembrando que a atividade deve ser prazerosa para o idoso, e os resultados da estimulação cognitiva são potencializados quando associados à práticas físicas e ao convívio social.

Por que é tão importante cuidar do cuidador?

É comum que os indivíduos que cuidam de seus familiares idosos há algum tempo sintam-se esgotados física e mentalmente, visto que esta é uma tarefa geralmente sobrecarregante, a qual as pessoas não foram devidamente preparadas para exercer. Assim, por esta e outras razões, é necessário que o cuidador seja também cuidado; caso contrário ele pode perder a capacidade e a vontade de cuidar, o que prejudica o outro e a si próprio.

Neste cenário, algumas medidas práticas podem ser tomadas para que o ônus de cuidar seja amenizado, como estas citadas abaixo:

  • Alongar-se de todas as maneiras possíveis ao levantar-se pela manhã, mexendo todas as articulações do corpo;
  • Alimentar-se de forma saudável e beber no mínimo 2 litros de água por dia;
  • Fazer pequenos lanches entre as principais refeições, para recuperar a energia;
  • Ao mobilizar o idoso, fazer da forma correta sem sobrecarregar a coluna;
  • Manter a vida social ativa, reservando um tempo para ver os amigos, familiares etc;
  • Movimentar o pescoço e os dedos das mãos e dos pés 3 vezes ao dia, para mantê-los flexíveis;
  • Fazer atividade física pelo menos 3 vezes na semana (caminhada, corrida, andar de bicicleta, natação etc);
  • Manter a mente ativa (ler um livro, ensinar e aprender algo novo etc);
  • Em momentos de estresse, ir até um local calmo e silencioso e com os olhos fechados esvaziar a mente. Em seguida respirar fundo 3 vezes e, ao expirar, liberar toda a tensão;
  • Ter uma boa noite de sono, com pelo menos 6 horas de duração;
  • Buscar o apoio de amigos, família e grupos de apoio da comunidade;
  • Participar de Grupos de Apoio, pois muitos municípios oferecem grupos de apoio emocional para cuidadores de idosos familiares;
  • Acolher as dificuldades que possam surgir e fazer o melhor frente a elas, mas não se cobrar o impossível.

Lembre-se: Se você não estiver bem, não conseguirá cuidar do próximo!